Desça

階段を下りる。

► Música


Audio3249829 - 03/0█/████ (Quarta) 00:34:59

De V̶̵ͭ̿ͨ̽̾̃͑ͫ̕͝͡͞҉̷̜̞̱̟̘̟̣̦O̶̷̡ͫ̌̇̈́ͬ̌͊ͯ͠͝͡͏҉͓̭͖͙̞͎͚̯C̵̵̢̨̨̧̰͔͉͈̣̟̠̼̄͋ͤͩͪ̃̏̌͘͢Ê͊̏̑̂̅̾̇̿҉̡́͝͞͏̧̢͉̙͔̳̘̘͍͈V̸̴̡̛͙͇̮͎̩̥͈̼͊̅́̉͌̋̐̓́͘͢͝Ǒ̎͂̒ͭ́̽̑͢͏̵̨̧̗̺̗͚͈̝̲̬̀͘͞Ç̴̛̛͖͇̗̰̺̜̫̓̓̿̇ͪ̈ͤͤ͢͟͞͞ͅÊ̴̆̓̏ͯ͊̋̐ͧ͘͏̶̷̸̖̤̦̟̠̬̮͉͟͠V̵̴̶̧̨̙̹̮̯̖̙̘̞̌̄ͮ͂ͯ̅̍̿͘͞͞Ǫ̢̡̨̛̛̮͈̻̩̰̮̙͙̀̄͑̈́ͮ̃ͯ̔̕͡C̢̛̠̝͇̮̞̲̜͇̈́ͯͪ̓̓͒̅ͫ̀̕̕͠͝͝Ễ̶̴̶̶̱͍̻͖̥̩̩̂̈́̉̎̿ͣ̐́͝͝͡ͅ

Para Miska


TRANSCRIÇÃO DE ÁUDIO

"E então, a pequena acordou. Minha nossa! Ela é tão descuidada, ela acabou dormindo, ela teve um turno noturno intenso de trabalho, obviamente seu corpo não iria aguentar.. Isso é ótimo, quanto mais fraca, mais indefesa, e quanto mais indefesa, mais saborosa ela vai ficar."


Meus olhos se abriram lentamente, desprendendo-se do véu do sono, enquanto a luz pálida da lua filtrava-se pelas frestas da janela de minha modesta sala de trabalho. A tranquilidade que antes repousava em mim dissipou-se rapidamente, dando lugar a um sutil desespero ao perceber o horário exibido na tela do celular: uma da manhã, praticamente. Droga! Eu tinha caído no sono de novo. Já é a terceira vez, caralho! Que merda! Eu preciso parar de virar a noite, isso tá me destruindo aos poucos. Com um suspiro resignado, decidi que era hora de ir para casa. Recolhi minhas coisas e, quase pronta para partir, dirigi-me ao chaveiro onde sempre deixava as chaves de minha sala e, por consequência, de minha residência.

Toc!

Minha mão, que já se aproximava das chaves, estancou bruscamente ao som de um leve e estranho ruído vindo da janela. Fixei o olhar na direção de onde o som parecia ter se originado e permaneci imóvel por longos minutos, hipnotizada pelo movimento das árvores que se curvavam sob o açoite do vento. Retomando a lucidez, fiz uma rápida varredura pela sala, procurando identificar a origem do ruído suspeito. Suspirei profundamente ao concluir que minha mente exausta provavelmente pregava peças em mim. Com um aceno de descrença, apanhei finalmente as chaves, tranquei a porta e comecei a caminhar em direção às escadas que conduziriam à saída do prédio.

Foi um dia interminável, porra. Por que justo eu que tinha que fazer as pesquisas e ainda ficar olhando pra ver se algum filho da puta invadia o prédio? Que ironia... sequer me designaram um parceiro para dividir a carga. Em minha mente, já formulava uma reclamação a ser feita ao chefe no dia seguinte.

Foi então que um novo ruído ecoou atrás de mim: passos vagarosos e furtivos. Um arrepio percorreu minha espinha, e virei-me instintivamente. Um bufar frustrado escapou de meus lábios — a paranoia começava a dominar meus pensamentos. Porra, deve ser algum intruso. Não que isso seja um problema pra mim, já estou acostumada com essas merdas; eu sabia como me defender e já enfrentara situações semelhantes anteriormente. Respirei fundo e comecei a avançar em direção contrária, examinando cada detalhe ao meu redor em busca de indícios.

Outra vez, o mesmo som. Agora, vindo exatamente da direção das escadas. Caralho, quer saber? Isso é ridículo! Só podia ser um gato ou algo igualmente inofensivo. Isso aconteceu várias ve—...

Um ato sagaz.

Antes que pudesse reagir, senti mãos frias e ásperas apertarem meu pescoço com brutalidade. O agressor, um homem de estatura elevada, aparentando entre 45 e 50 anos, trajava o uniforme de um zelador e um boné azul desbotado. Seus olhos, vítreos e desprovidos de qualquer traço de humanidade, cravavam-se em mim com um desdém aterrador enquanto os dedos pressionavam minha traqueia, ameaçando quebrá-la. Debati-me com desespero, lutando contra o aperto implacável, até que, com um esforço desesperado, acertei um soco vigoroso em seu rosto. Ele cambaleou, atordoado, e aproveitei a oportunidade para desferir um chute violento, lançando-o ao chão.

Recuei arfante, tossindo enquanto tentava recuperar o fôlego perdido. A dor latejava em minha garganta, e meus dedos tremiam ao buscar a Desert Eagle guardada na bolsa. Com uma mão no pescoço, aliviando a pressão ainda sentida, ergui a arma e mirei na direção onde o agressor caíra.

Ele sumiu.

O instinto de sobrevivência gritou em minhas veias enquanto me preparava para um novo confronto, vasculhando o ambiente com um olhar atento. Quem era aquele homem? Em todos os anos patrulhando o prédio, jamais me deparara com alguém tão... vazio, desprovido de alma.

Eu olhei para trás.

Lá estava ele.

Uma assombrosa surpresa.

O homem estava atrás de mim, com aquele olhar frio e sem quaisquer resquícios de alma habitável naquele corpo, ele segurava um enorme e pontiagudo gancho, pronto para cortar carne. Em um ato veloz, ele acaba cortando meu pescoço com a lâmina de seu gancho, desestabilizando-me quase que instantânemanete, ele aproveita meu estado frágil para atravessar meu peito com seu gancho, com sucesso. Meu sangue escorria lentamente, sujando seu gancho, suas mãos e nossas roupas. Ele começou a apunhalar-me com seu gancho várias vezes, minha visão começou a ficar embaçada, eu não conseguia mais manter-me de pé.. Eu caio no chão, esperando pela sua misericórdia que não existia.

O homem me observava com uma frieza absoluta, como se cada mínimo movimento meu e meu desespero contínuo servissem apenas para alimentar os desejos sombrios que se escondiam em sua mente distorcida. Em um impulso, me virei de costas para ele e, em um lampejo de esperança, avistei minha arma, distante o suficiente para tornar a tarefa quase impossível.

Contudo, ao vê-la, uma última força surgiu em meus braços, e coloquei todas as minhas energias na tentativa de alcançá-la, acreditando que talvez, só talvez, fosse a minha única chance de sobrevivência. No entanto, o homem, com a certeza de quem já sabia o que eu faria, avançou em minha direção, de maneira metódica e imperturbável.

Seus passos ecoavam pelo ambiente, como o de um predador que calcula cada movimento antes de dar o golpe fatal.

Ele ergueu seu gancho, pronto para avançar e colocar o que seria, enfim, o ponto final de toda a minha deprimente história.. Não hoje. Com um esforço sobre-humano, consegui segurar a arma com firmeza e, com o que restava de minha agilidade, apontei para ele e puxei o gatilho...

Bang! Bang! Bang!

Três tiros, cada um acertando uma parte do seu peito, sendo o último disparo fatal, atingindo sua cabeça.

Acabou.

Com extrema dificuldade, levantei-me, sentindo a dor das feridas em cada movimento. Manter-me de pé foi um desafio quase insuportável, mas, para minha surpresa, consegui. Ééé, amigo! Eu sou dura na queda, né? Hahahaha!... Ah, quem eu quero enganar? O que eu preciso é voltar pra casa imediatamente, tratar dos meus ferimentos e, quem sabe, explicar tudo ao chefe depois – ele certamente entenderia.

Comecei a descer as escadas calmamente, com a intenção de sair o mais rápido possível daquele lugar. Eu mal conseguiria aguentar mais um segundo ali depois de tudo o que havia acontecido. Cheguei ao final da escada e, ao focar minha atenção na porta de saída, deparei-me com uma visão que ficaria gravada na minha mente para sempre.

Meu chefe, enforcado, com suas entrenhas servindo como uma corda.

Agora foi demais pra mim, o choque foi tão grande que sentia que iria vomitar a qualquer momento, por mais que eu segurasse com todas as minhas forças. Meu choque foi minha distração, e foi exatamente isso o que o homem esperava. Em um movimento brusco, ele me agarrou por trás, tapando minha boca com aquelas mãos geladas e sujas de meu próprio sangue. Ele estava vivo, de algum modo, e agora me arrastava para algum lugar, embora eu não soubesse qual. Eu suspeitava que fosse seu maldito local de tortura, onde disseca suas vítimas. Eu estava em suas mãos.

Eu gritei, mas foi inútil.

Eu lutei, mas fui ineficiente.

Se alguém estiver me ouvindo, me ajude.










































Audio000000 - 03/0█/████ (Quarta) 00:34:59

De Ę̷̩͎̩̱͙̺̲͓̌͂ͫ̆̐͆ͩ̇̕̕͝͡͝͞L̶̶̨̢̛̺̝͚̥͕̰̤̫͑̄̅̾̈́ͬͦ̉̕͝͞E̴̶̸̶̵̢̬͚̼̟̩͉͎̪͂̃̔̍̀̓̆̑̕͟ ̷̸̷̧̢̛̼̻͓̫̼͓̳͖́̉̄̾͋͛͐̚͟͡Ę̴̗͈̱̰̖͎̲̖ͫ͊̋͆̃̈͌ͤ́̕͜͢͝͞L̴̨͒̾ͥͯ̓͐̀̚̕͏̴̵̧̨̫̯̙̗̝̠̮̳Ė̉͊́ͨͤ́͆҉̸̗̗̘͎̥̘̙̤̕͘͟͟͠͠ ̡ͪ̋ͯͧ͊ͭ̽͌́́͢͝͏̸͖̝̤̫̦̱̜͇̀Ë́ͦ̀ͧ̄͑ͨ̚҉̵̵̵̨̧̳̙̠̣͍͖͍̜͘͟Ļ̸̸̨̔́͛ͩ̍ͣ̈͌̀͡͡͏̻̟͕̯̰̬̹̝É̛ͨͪ̔͊ͩͩ̃͘͘҉̢́͝҉͓͚̼̖̮̳̤͔ ̡ͭ̑ͩͩͫ͆̆͌͏̧̧̛̠̗̖̞̯͍͓͓́͜͠Ęͭ͗̊̆̊͛̽͗́͜͏̨́͏̬̺͔͇̗͙̩͍̀L̶̡̢̡̛̳̬̗̤͎͚̝͓͑͑͊ͩ̈͂̉͋͘͢͠Ḝ̶̷̊̏ͦ͋́̿̃͡͞҉͏̢̬̥̥̪̲̮͔ͅ ̸̨̨̠͍̺̣̩̱̩̓ͭ̉̎ͭ̓̄ͦ̀̕͜͢͠ͅE̷͐ͦͣ̏͗́̌̏͏̮̖͇̯̙͈̯̯́̀̕͘͟͟Ḷ̵̴̷̶̴̢̛̖̮̤̹̱̥̦͛̈͑͑ͨ͌̈́̚͞Ę̴̴̰̲͓̮̬͇̥̥ͯͦͪ̅ͥ̂̓̅̀͘͟͟͜

Para Miska


TRANSCRIÇÃO DE ÁUDIO

"Uh oh! Que pena, Miska! Acho que você não foi tão cuidadosa, seja mais cuidadosa se não quiser ser punida pelos seus atos, você sabe, eles podem ouvir você, hahaha.. Tente de novo, Miska, Tente de novo Tente de novo Tente de novo Tente de novo Tente de novo Tente de novo Tente de N̶̛̛͓̻̲͖̮̭͇̜̏́̑͋̿̏ͩ͗́͟͜͢͡O̷̢̡̠͕̖̼̫̖̲ͣͧ͒̈ͫ͂̓͑̕͢͡͞͠ͅV̴̸̸͉̮̟̯̗̮̪ͪͧ̄ͩ͗̆̀́̚̚͟͜͡ͅŅ̵̶̷͉̜̩̝͙̱̤͙ͬ͌̑͆ͣͦ͗̌́͘͟͟Ǫ̶̷̷̵̢̨̱͕̪͔̞̥̳͎ͩ̓̋͗ͫ̇̓ͧ͠V̷̧ͩͤ͆ͤ̒̀̾ͮ͠҉̢̨̢̜͇̙̫̠̖̮̥̕N̷̴̷̶̴͎͉̝̣̳̝̫̼̉͋ͥͥ̽͊͋ͯ́͘͝Ǫ̡̱̺͎͚̭͕̣̯̅͛ͣ̒̉ͤ̍ͯ̕͢͠͞͡͠V̂̇͐̄͒͌ͩ̏҉̷͘̕̕͡͏҉̣̲̬̰̳̜͍ͅŅ̴ͫ͒ͦ͑ͧͮ͊͗͡͡҉̴̸̺̱̲̫͕̠̰̘͝Ǫ̷̧̧̡̢̮͙̹̝̜͈̹͖̂͊̋͑̾̽̏̈͘͢V̵̶̡̡̢̯̗̗̙͉̼̫̙̌͂̀̾̑̿̇̚͘͠͡N̴̨͂̒͑̄̓̈̄ͫ̕͘͢͏̷̸͚͔̩͙͙̝̬ͅŐ̶̃ͥ̋ͥ͗ͮ͌͡͞͏҉͙̲̞̣̳͉͕͍̕͝͠V̛̎̈́̄͋̃̈́̿ͣ͏̨̧̢͘͠͏̣̞͚̰̞̬̩̻N̵̢̡̛͇̥͓̟̪̭̯͔̿̄̊ͫ̐ͦ̓̽́͢͟͡O̷̴̷ͫͦͧ̏̽͛ͤͨ͘͞҉̣̪̯̯̘̭̙̯͜͠V̶̶̸̢̂̂̑̊͒̀̊̄͟҉͏͏͎̹͈͔̲̻̦̟N̸̢̢̡̞̬̪̦͈͎̫͔ͫ͑ͦ̈́̃͒̄͊́̕͝͞O̢̧̡̡̯͚̥̱͕̘̳̺͗͂̅ͭ͑̂̈̽̕͟͝͡V͒͒ͪ̎͛̅̉̚͏̷̢̢̳̟̦̤̺̬̦̕͝͠͡ͅN̷̸̶̨̧̯̺̣̠͍̥͖͔̓́ͧ͐̓ͭͩ̓̕͜͝Oͤ̀͐͊̔̋ͬ̚͘͠͏̵̵̡̨̩̠̪͎̹̗̼̥͟V̧ͦ͒̆̐͐͊ͩ̾͏̡̛͘͝҉̴̱̥͕̱̠̰̻̭Ņ̸͌̿̍ͣ͂͗͊ͣ͘͡҉̵̷̞̖͖̺̫̯͖̻́Ó̸̸̴̧̔͛ͫ͗ͯ̒̉͘͢҉҉̖͙͔͉̫̰͚ͅV̷̧̢̾̾̔͒ͪ̎́ͩ̀́͝͏̢̺̙̠̙͕̞̟̝N̷̷̴̪̪̻̜̘̱̺̆̇̽̓́ͥ͋ͭ̀͡͡͝͡ͅƠ̡͖̤̝̺̙͎͇̳̏͊̅͆͗̆̀́̚̕͟͢͡͡V̵̛͑̂͆ͥ͛̄̅̄͜͢͡͏̘̯̖̞̻̪̰̙̀̕N̴̷̢̧͔̟̖̟̖̟͎̪̔͑ͭ̒̐̔̌ͯ́̀͢͞O̸̢̼̖̩͍͈̩̻̱͛ͣ̊̾ͫ̑̊ͥ́̕͢͡͞͝V̸̢̊̄̈ͥ̒ͧ̚̚͏̢͏̰̮̪̹̙̺̳̮́͟͠Nͧͧͯ̆̈́̐ͥ͗͏̴̨̳͉͔̞̟͔̯̹́͞͞͝͡Ò̵̢ͩͣ͌̃̅̇̿́͡҉̴̨̧͍̼͖͕̘̘̙̤V̴̵̢̢̱̝̙̠̫͍͖̯̐̐ͫ̾̄̂̋ͥ̀͟͝͞N̶̛̛͓̻̲͖̮̭͇̜̏́̑͋̿̏ͩ͗́͟͜͢͡O̷̢̡̠͕̖̼̫̖̲ͣͧ͒̈ͫ͂̓͑̕͢͡͞͠ͅV̴̸̸͉̮̟̯̗̮̪ͪͧ̄ͩ͗̆̀́̚̚͟͜͡ͅŅ̵̶̷͉̜̩̝͙̱̤͙ͬ͌̑͆ͣͦ͗̌́͘͟͟Ǫ̶̷̷̵̢̨̱͕̪͔̞̥̳͎ͩ̓̋͗ͫ̇̓ͧ͠V̷̧ͩͤ͆ͤ̒̀̾ͮ͠҉̢̨̢̜͇̙̫̠̖̮̥̕N̷̴̷̶̴͎͉̝̣̳̝̫̼̉͋ͥͥ̽͊͋ͯ́͘͝Ǫ̡̱̺͎͚̭͕̣̯̅͛ͣ̒̉ͤ̍ͯ̕͢͠͞͡͠V̂̇͐̄͒͌ͩ̏҉̷͘̕̕͡͏҉̣̲̬̰̳̜͍ͅŅ̴ͫ͒ͦ͑ͧͮ͊͗͡͡҉̴̸̺̱̲̫͕̠̰̘͝Ǫ̷̧̧̡̢̮͙̹̝̜͈̹͖̂͊̋͑̾̽̏̈͘͢V̵̶̡̡̢̯̗̗̙͉̼̫̙̌͂̀̾̑̿̇̚͘͠͡N̴̨͂̒͑̄̓̈̄ͫ̕͘͢͏̷̸͚͔̩͙͙̝̬ͅŐ̶̃ͥ̋ͥ͗ͮ͌͡͞͏҉͙̲̞̣̳͉͕͍̕͝͠V̛̎̈́̄͋̃̈́̿ͣ͏̨̧̢͘͠͏̣̞͚̰̞̬̩̻N̵̢̡̛͇̥͓̟̪̭̯͔̿̄̊ͫ̐ͦ̓̽́͢͟͡O̷̴̷ͫͦͧ̏̽͛ͤͨ͘͞҉̣̪̯̯̘̭̙̯͜͠V̶̶̸̢̂̂̑̊͒̀̊̄͟҉͏͏͎̹͈͔̲̻̦̟N̸̢̢̡̞̬̪̦͈͎̫͔ͫ͑ͦ̈́̃͒̄͊́̕͝͞O̢̧̡̡̯͚̥̱͕̘̳̺͗͂̅ͭ͑̂̈̽̕͟͝͡V͒͒ͪ̎͛̅̉̚͏̷̢̢̳̟̦̤̺̬̦̕͝͠͡ͅN̷̸̶̨̧̯̺̣̠͍̥͖͔̓́ͧ͐̓ͭͩ̓̕͜͝Oͤ̀͐͊̔̋ͬ̚͘͠͏̵̵̡̨̩̠̪͎̹̗̼̥͟V̧ͦ͒̆̐͐͊ͩ̾͏̡̛͘͝҉̴̱̥͕̱̠̰̻̭Ņ̸͌̿̍ͣ͂͗͊ͣ͘͡҉̵̷̞̖͖̺̫̯͖̻́Ó̸̸̴̧̔͛ͫ͗ͯ̒̉͘͢҉҉̖͙͔͉̫̰͚ͅV̷̧̢̾̾̔͒ͪ̎́ͩ̀́͝͏̢̺̙̠̙͕̞̟̝N̷̷̴̪̪̻̜̘̱̺̆̇̽̓́ͥ͋ͭ̀͡͡͝͡ͅƠ̡͖̤̝̺̙͎͇̳̏͊̅͆͗̆̀́̚̕͟͢͡͡V̵̛͑̂͆ͥ͛̄̅̄͜͢͡͏̘̯̖̞̻̪̰̙̀̕N̴̷̢̧͔̟̖̟̖̟͎̪̔͑ͭ̒̐̔̌ͯ́̀͢͞O̸̢̼̖̩͍͈̩̻̱͛ͣ̊̾ͫ̑̊ͥ́̕͢͡͞͝V̸̢̊̄̈ͥ̒ͧ̚̚͏̢͏̰̮̪̹̙̺̳̮́͟͠Nͧͧͯ̆̈́̐ͥ͗͏̴̨̳͉͔̞̟͔̯̹́͞͞͝͡Ò̵̢ͩͣ͌̃̅̇̿́͡҉̴̨̧͍̼͖͕̘̘̙̤V̴̵̢̢̱̝̙̠̫͍͖̯̐̐ͫ̾̄̂̋ͥ̀͟͝͞N̶̛̛͓̻̲͖̮̭͇̜̏́̑͋̿̏ͩ͗́͟͜͢͡O̷̢̡̠͕̖̼̫̖̲ͣͧ͒̈ͫ͂̓͑̕͢͡͞͠ͅV̴̸̸͉̮̟̯̗̮̪ͪͧ̄ͩ͗̆̀́̚̚͟͜͡ͅŅ̵̶̷͉̜̩̝͙̱̤͙ͬ͌̑͆ͣͦ͗̌́͘͟͟Ǫ̶̷̷̵̢̨̱͕̪͔̞̥̳͎ͩ̓̋͗ͫ̇̓ͧ͠V̷̧ͩͤ͆ͤ̒̀̾ͮ͠҉̢̨̢̜͇̙̫̠̖̮̥̕N̷̴̷̶̴͎͉̝̣̳̝̫̼̉͋ͥͥ̽͊͋ͯ́͘͝Ǫ̡̱̺͎͚̭͕̣̯̅͛ͣ̒̉ͤ̍ͯ̕͢͠͞͡͠V̂̇͐̄͒͌ͩ̏҉̷͘̕̕͡͏҉̣̲̬̰̳̜͍ͅŅ̴ͫ͒ͦ͑ͧͮ͊͗͡͡҉̴̸̺̱̲̫͕̠̰̘͝Ǫ̷̧̧̡̢̮͙̹̝̜͈̹͖̂͊̋͑̾̽̏̈͘͢V̵̶̡̡̢̯̗̗̙͉̼̫̙̌͂̀̾̑̿̇̚͘͠͡N̴̨͂̒͑̄̓̈̄ͫ̕͘͢͏̷̸͚͔̩͙͙̝̬ͅŐ̶̃ͥ̋ͥ͗ͮ͌͡͞͏҉͙̲̞̣̳͉͕͍̕͝͠V̛̎̈́̄͋̃̈́̿ͣ͏̨̧̢͘͠͏̣̞͚̰̞̬̩̻N̵̢̡̛͇̥͓̟̪̭̯͔̿̄̊ͫ̐ͦ̓̽́͢͟͡O̷̴̷ͫͦͧ̏̽͛ͤͨ͘͞҉̣̪̯̯̘̭̙̯͜͠V̶̶̸̢̂̂̑̊͒̀̊̄͟҉͏͏͎̹͈͔̲̻̦̟N̸̢̢̡̞̬̪̦͈͎̫͔ͫ͑ͦ̈́̃͒̄͊́̕͝͞O̢̧̡̡̯͚̥̱͕̘̳̺͗͂̅ͭ͑̂̈̽̕͟͝͡V͒͒ͪ̎͛̅̉̚͏̷̢̢̳̟̦̤̺̬̦̕͝͠͡ͅN̷̸̶̨̧̯̺̣̠͍̥͖͔̓́ͧ͐̓ͭͩ̓̕͜͝Oͤ̀͐͊̔̋ͬ̚͘͠͏̵̵̡̨̩̠̪͎̹̗̼̥͟V̧ͦ͒̆̐͐͊ͩ̾͏̡̛͘͝҉̴̱̥͕̱̠̰̻̭Ņ̸͌̿̍ͣ͂͗͊ͣ͘͡҉̵̷̞̖͖̺̫̯͖̻́Ó̸̸̴̧̔͛ͫ͗ͯ̒̉͘͢҉҉̖͙͔͉̫̰͚ͅV̷̧̢̾̾̔͒ͪ̎́ͩ̀́͝͏̢̺̙̠̙͕̞̟̝N̷̷̴̪̪̻̜̘̱̺̆̇̽̓́ͥ͋ͭ̀͡͡͝͡ͅƠ̡͖̤̝̺̙͎͇̳̏͊̅͆͗̆̀́̚̕͟͢͡͡V̵̛͑̂͆ͥ͛̄̅̄͜͢͡͏̘̯̖̞̻̪̰̙̀̕N̴̷̢̧͔̟̖̟̖̟͎̪̔͑ͭ̒̐̔̌ͯ́̀͢͞O̸̢̼̖̩͍͈̩̻̱͛ͣ̊̾ͫ̑̊ͥ́̕͢͡͞͝V̸̢̊̄̈ͥ̒ͧ̚̚͏̢͏̰̮̪̹̙̺̳̮́͟͠Nͧͧͯ̆̈́̐ͥ͗͏̴̨̳͉͔̞̟͔̯̹́͞͞͝͡Ò̵̢ͩͣ͌̃̅̇̿́͡҉̴̨̧͍̼͖͕̘̘̙̤V̴̵̢̢̱̝̙̠̫͍͖̯̐̐ͫ̾̄̂̋ͥ̀͟͝͞."














































Meus olhos se abriram lentamente, desprendendo-se do véu do sono, enquanto a luz pálida da lua filtrava-se pelas frestas da janela de minha modesta sala de trabalho. A tranquilidade que antes repousava em mim dissipou-se rapidamente, dando lugar a um sutil desespero ao perceber o horário exibido na tela do celular: uma da manhã, praticamente. Droga! Eu tinha caído no sono de novo. Já é a terceira vez, caralho! Que merda! Eu preciso parar de virar a noite, isso tá me destruindo aos poucos. Com um suspiro resignado, decidi que era hora de ir para casa. Recolhi minhas coisas e, quase pronta para partir, dirigi-me ao chaveiro onde sempre deixava as chaves de minha sala e, por consequência, de minha residência.

Toc!

Minha mão, que já se aproximava das chaves, estancou bruscamente ao som de um leve e estranho ruído vindo da janela. Fixei o olhar na direção de onde o som parecia ter se originado e permaneci imóvel por longos minutos, hipnotizada pelo movimento das árvores que se curvavam sob o açoite do vento. Retomando a lucidez, fiz uma rápida varredura pela sala, procurando identificar a origem do ruído suspeito. Suspirei profundamente ao concluir que minha mente exausta provavelmente pregava peças em mim. Com um aceno de descrença, apanhei finalmente as chaves, tranquei a porta e comecei a caminhar em direção às escadas que conduziriam à saída do prédio.

Foi um dia interminável, porra. Por que justo eu que tinha que fazer as pesquisas e ainda ficar olhando pra ver se algum filho da puta invadia o prédio? Que ironia... sequer me designaram um parceiro para dividir a carga. Em minha mente, já formulava uma reclamação a ser feita ao chefe no dia seguinte.

Desço as escadas, permitindo que meus pensamentos se dispersem, viajando por uma série de reflexões superficiais e aleatórias. O que será que eu vou fazer quando chegar em casa? Talvez ver uns vídeos, arrumar aquele quarto que parece um lixão, ou... Ah, responder a Ashley, né? Ela já me mandou mensagem desde as 6 da manhã, que saco, parece que a mulher nunca sabe quando dar o famoso "deixa pra lá". E sim, eu sei, tô repetindo o óbvio, mas não tem como não falar.

Abro os olhos momentaneamente, interrompendo minha marcha. Eu ainda tô descendo as escadas? Como assim? O que está acontecendo?!

Meu semblante, antes tranquilo, começa a se desintegrar, dando lugar a um misto de perplexidade e confusão... Oooook? Isso é.. estranho?

A sensação de desconforto começa a crescer, gerando uma inquietação que aos poucos toma conta de todo o meu ser. Os minutos parecem se arrastar, talvez até horas, e o cansaço e o medo começam a se entrelaçar. Após o que parece uma eternidade, finalmente algo diferente chama minha atenção. Uma… escadaria infinita? Não, seria absurdo demais. Eu não chegaria a tal ponto de desespero… ou será que sim? De qualquer forma, encontro portas, alternando entre a esquerda e a direita. Devo entrar em alguma delas?

Tirei minha arma da bolsa, decidida a enfrentar o que quer que estivesse por trás da primeira porta. Minha mão, levemente trêmula, se aproximou da maçaneta. Suspirei profundamente, reuni minha coragem e abri a porta lentamente. A escuridão que se revelou além dela era absoluta, um vazio tão profundo que parecia engolir tudo ao seu redor. E quando digo vazio, falo de um completo NADA mesmo.

"Olá?"

Minha voz ressoou suavemente, à espera de algum sinal de vida naquele espaço sombrio, embora, dadas as circunstâncias, eu devesse rezar para que não houvesse nada ou ninguém ali. Naquele momento, eu me arrependo de ter quebrado o silêncio. Um som estranho, viscoso e pegajoso, se ouve à minha esquerda, como o movimento de tentáculos. Imediatamente, virei-me.

"QUE PORRA É ESSA??"

Gritei.

Uma criatura grotesca, com a forma de um chapéu de cogumelo, coberta por olhos que pareciam observá-la incessantemente, se revelou diante de mim. O maior desses olhos estava no centro da criatura, e suas asas, negras como as de um anjo caído, exalavam um fluído viscoso e repulsivo. A cor negra era tão intensa quanto a de suas asas. Minhas pernas, tomadas por um medo paralisante, começaram a se mover involuntariamente para trás. Os tentáculos da criatura, finos e afiados, cresciam em tamanho com cada segundo que passava, e meu corpo implorava para que eu fugisse daquele lugar.

"SAI DE PERTO DE MIM!"

Num impulso desesperado, comecei a disparar contra a criatura. As balas, porém, não faziam mais do que perfurar sua pele de forma ineficaz. A gosma preta dela só se espalha pelo chão e começa a respingar por tudo, até manchando um pouco minhas roupas. E não adianta, eu vejo os buracos se fechando na hora, como se ela estivesse se curando ou, sei lá, absorvendo minhas balas. Que porra é essa?!

Munição esgotada.

Em um movimento extremamente rápido, além da minha capacidade de percepção, a criatura lançou dois de seus tentáculos contra mim. Um atravessou meu peito, prendendo-me contra a parede, enquanto o outro atingiu minha mão, que até então segurava a arma, agora inútil. Ela pressionou seus tentáculos com uma força implacável, aprofundando-os sem qualquer remorso.

meus gritos foram inúteis.

minhas súplicas são irreversíveis.

Isso dói, isso dói, isso dói, isso dói, isso dói, isso dói, isso dói, isso dói, isso dói.






































Audio161616161 - 03/0█/████ (Quarta) 00:34:59

De

Para Miska


TRANSCRIÇÃO DE ÁUDIO

".̡́͑̉̇̿͊͌̚͏̵͢҉͈̩͚̺̳̬̝̤͘͟͞.̶̨̢̡̜͎̺̲̪̖̼̗̂ͤͦ̒̋ͫ̅̏̕͘̕͟.̵̷̶̢̛̘̮͚̥̫̰͖͕ͤ̇̌ͪͤ̿̒ͧ̕͜͡.̈́ͣ̔̓̍̋̋ͭ҉͕̙̲̟͔̩̤͙̀͡͠͝͡͠͝.̸̵̸̢̻̜̝̞̟͉̰̆ͭ̃̓͑͐ͮ̑͘̕͢͟ͅ.̴̧̨̧̛̰̘̬̫͕̭͓̖̉͂ͥ̉ͧͪͦ̎͘͡͠.̴̡̢̛̛̰̹̭̩̳͔̦̍ͨ́̍ͪ̍̄̈̕͠͞ͅ.̸̧̢̡͚͔̗̥̭̲̩̯̊̆̆͒̃͛̿ͬ̕͜͞͠.̴̡̨̢͇̣͍̟͔̘̞̝̌̎ͣ̉̋ͬͬ́́̚͝͡.̴͓̺͎͇̤͍̻̗͋̿̓̅̋̐͗ͨ́͘͟͞͡͞͞.̫̹̮͚̘͙̠̻̑͒̾̆ͦͭ̊̈́͘͜͜͢͝͞͠͝.̧̡̘̺̗͔͇͖̬͖̈͐̾ͥͬ̂͊͐́͘͟͜͟͠.̶̵̡̿̈́̀̊̄ͯ̾͂͝҉̶̢҉̞͔̘͉̹͍̯̞.͊̓̅͌̊̀ͭ́͘͝҉̶̡͕̲̩̳̣̥̼̀͝͝ͅ.̡̨ͫͧͮ̓̇ͣ̋ͣ́͢͏͈̫̲͔͓̮͇̩̀̀͞.̸̨͎̞̞͎̭̺̰͓̋̓̓̀ͪ̋͑̽́́̀͟͢͝.̸̵̈́̉̄ͭ̒ͮ́̀͘̕͠͡҉͎̻̝̝̼̭̣̕ͅ.̷̵̢̢̧̢̻͖͉̖̘̣̬̻̎̌̽͗̇̐͋ͤ͞͞.̵̡̲̹̦̪̰̟̼͇͛͛̈́͌̄̃̽̅̕͘̕̕͟͝.̴̶̵̡̧̨̢̹̬͓̞̳͓̻̥͐ͨ̇͌̌ͥ̓̍͜.̶̢ͥ̉͑̇̑ͩͥ͊́̕͝͝͝҉̙̩̦̱̮͈̰̩.̵̵̨̧͍̣̫̤̘̹̜̜̌ͤͣͤ̍̑ͥͫ͜͞͞͠.̶̶̷̆͐̏̊́̆͒̍́̕͟͡҉͚̱̱̻̝̺̗͕.̸̸̡̡̢͐ͮͨͪ̆ͫͨ̍̕̕҉̯͎̪̮̼̹͍̠.̴̸̵̢̡̡̜̟̠̺͍̰̩͍ͨ͒ͬ̀ͦͭ̃́̚͜.̶̴̷̡̧̈́̈́͛̽̊͑̾̚͝͡͏̱̖̹͕̹͇̮̥.̸ͯ͛͂͐̌ͯ̎͛̀҉̶̵̨̻̝̖͙̪̭̤̠́͠.͆ͩ̌̎̐́̏ͣ҉̡̨̀͟҉̷̟̰͍͓̰͍̭̱͡.̷̡̢ͧͩ͛ͧͩ̒̀͆͘͝͏̡̣̺̱̖̤̳̪̣͜.̷̨̛̛̘̪̺̖͙̬̰̔ͦ͊̿̄ͪ̿̀̀̚͜͞ͅ.̸̶̷̙͍̦̰͓̺̹̫̅̊̇ͮ̑̿̏ͧ́͢͜͢͞.́̍ͤ̂ͨ̚̚̚͘͡͝͏̛̟͓̹̹̩̻͓̥͟͢͡.̸̨̠͚̫̠̙͉̫͚ͫ̎̎ͣ͋̔́̀̚̕͢͢͡͞.̡͐̓ͯ̅ͤ̌̔͒́̕͏͠҉̨̛̰̣̪͉̮̦̫̱.ͣͣ̉̐̓̂͒̑̕͝͠͏̡̛͚̻̺̙̬̥͓̬̀̕.̺͓͍̦̠͙̞ͧ͒͊ͮ̒͑̇̊́͘͢͜͟͡͡͠ͅ.̴̴̨͚͙̹̖̜̺̜̲ͩ̈̃̿̈̒̑͌́̀̀͘͜.̵̸̢̨ͮ̈́̐̓̌͂̇̚̕̕͞҉̭̪͓̬͔̠͍̱.̵̷̧̢̬̰̫̦͕̟̳̞̓ͭ̃̀̎͑ͥ̈́́̕͠͝.̨̢̢̛ͪ͒̓͊ͦ̇ͦ̔͠͏̴̢̖̥͔̫̳̭̩̠.̛̅ͯ̎̀͌̏ͭ̄́̕͝҉̵̨̟͍̭̺͙͉̩̯͘.̸̶̴̧̡̠̰̹̬̪̩̣̬ͫ̉̊̾ͧͮͦ͂͝͝͝.̽̽̋ͨ̐͋̉ͣ҉̨͞͏̸̡̧̛͍̦͍͈͉͕̬͚.̷̸̨̢̢̛͕̗͔̻͓̦̝ͯ̎́̅̇͒̏̎͢͜ͅ.͌͛ͩͪ̀ͣ͂̓͏͞͏́͟҉̷̢͔̬͙̘͚̠̟̝.̷̸̨͇̦̦͚͈̲͙͚͋ͯ́͋͒͋̌̓́̀͘͟͝.̍̓ͩ̓͆ͮ̐́̚҉҉̡̦̰͖̱͓̭͙̮̀͘͘͠.̢̨̛̻̱͉̜͇̥̗̱ͣ̌̿̌ͨͩ͊̒́́̕͢͝.̴̨̛͇̫͈͓̲̲̻̭̔ͥ̔̔̌ͣ̎̇́̀͟͜͞.̷̛̃̓ͣ͗͗́̿̆͏҉̸̢̡̜̞͓͙͙͚͈͢ͅ.̴̷̧̛̛̯̠͈̣̙̗̳̙͛͑̄̉̉̀̈̉͜͝͞.̵̛̌ͤ̄͂ͧͤ͑̓̕͘͡͡͡҉͈͖̣͉̭͍̰̺.̴͉͈̩͇̗̞̟̳̆̉ͥ̈ͫ̄̅̉́́̀͘͟͠͠.̴̷̡̢ͬ̄ͭ̀̄̐͌́́҉̸̤̜̥̪̰̬̬̦͡.̸̢̋̿̐̍̋ͭͫ̚͟͞҉̨̢̘͕̪̯̳̩̥̟̀.̸̛̻͉̬͖̰͕̼͎̿͛̑ͫ͗̒͑͋̀͘͘͢͜͡.̛ͦ̿ͫ̔ͤ͛ͦͥ͏̛͕̭̗̗͉̜̲̥̀͜͢͠͞.̶̶̸̴̨̛͖͙̣̭̱̯͉̗́͑ͣ̋̈́͑͋̓́͢.̵̴̶̛̍̑ͮ͌̌̋̐͌͝҉͇͍̱̹͎̦̗̱̕͡.̴̶ͩ͌ͭͦ̇̿̓́̚͘͏̨͏̸̯̪̝̞͓̥͚͙.͋̋̒̈́̓̉͒͑͏̡̀͟҉͠҉̹͍͙̼͖͙͖̳͡.̴̷̴̸̡̟͖̥̬̥͚̤̮̿ͦ͒ͫͥ̊ͦ͒̀̕͡.̸̧̎̇̄͋ͦͤͭͤ͢͏̶͢͏͏̞͉̪̦̘͈̱̲.̧̡̡̨̋́͑̔ͩ̈́͆ͭ͟͞͏̶͖̼͇̖̟̰̤͈.̷̧̨̦̭̬͇͉̻͚̼̒̐̾ͨ̈́͑̃ͯ́́͢͝͡.̸̸̵̢͚̘͇̗̘̗̞̲́̀ͣͫ̄ͦͨ̉́́́͞.̸̵̴̺͖̬̟̪̱̲ͭ̌̿͂̓̓ͣ̚͘͢͜͜͝ͅ.͗͐͂̄ͩ̋̔̑҉̶̢̫̬͚̩̟̯̙̠̕͜͢͞͝.̵̵̵̶̡̡̯̲͓͎̝̘̤̣͗ͯ̎̂̆͐͛̈͘͞.̷̸̸̢̧̎̋̍̎̈̆͊̍̕͏̸̬̞̜̼̠̖͙͉.̸̢̧̛͇̥͈̞̹̫̱ͧ̑̍͛ͤ͊͐̈̕͢͢͞ͅ.̸̵̠̠̯̳̖̦̺̘ͯ̈͗̅ͣ̉̽̋̀̀͢͠͡͡.̧̡̡̛ͦ̉̔̉͗̇̽̇͝͏͢҉̬̰̗̯̘͇̫̭.̨̧̛͚̠̘̘̲͚͉̀̈̈͛̈́̃̔̚͢͜͜͝͞ͅ.̴̵̧̛̛̼̟̮͎̯̣̘̪̒ͪ̓̾̽̄̍͗́͘͡.̴̶̴̶̶̨̥̬͕͚̮̘̰̮ͮ̽͗̃͗̇̌͐́͜.̡̋̓̉ͭ͗ͫ̽̋̀͞͡͏̢̜̼͓͙͙̻̭̤͢͠.̴̶̨̧̞͙̩̱̮̥͇̪ͮ͊̌̃̎̄̊́̚̕͜͢.̵ͮ͂ͨ̓̊̆͂̄҉̢̢̡̀̕҉̻̰̱̣͔̠̜̥.̶̶͇̯͈̥̹̫̬͇̏̆̑̇ͩ̓̈͒̀̀͘̕͟͜.͌̏ͣ͑̿̈́͋ͧ͏̶̡̝̬̪̲͓̟͍͚́̕͘͢͞.̴̧̩͓̹̙̠̰̣̤̈́ͤͪ̂̆̍͛̚̕͟͡͞͡͡.̴̧̡̛̳̦̭̱̝͉̺̩ͫ̈ͦ̆ͨ̾ͣ́̚͟͡͠.̸̢̡̢̨̝̭͔̤̹̱̟͕ͮ͂̃ͬͬ͌̊͂̀͡͠.̴̓̽̅͆ͭ͂̉͐͜͟͜҉̷̡̺̯̞̙͙͖̺͘ͅ.̷̸̶̢̨̢̱̠̬͇͙͈̮̖̇ͤ̾̀̓̉͆̂͜͠.̶̸̸͚͕̖͕̞͍̦̗̉̿̇̿͊ͣͧ̋́̕͘͟͠.ͭ͒͒̈̔̅͐̇͟͏̴̴̷̞̬̥͓̯͎̣͈́̀͠.̸̷̶̧ͩ̃ͤͥ̃ͯ͐̈́͟͏̨̨̘͚̮͉̯͎ͅͅ.̵̨̒ͣ̂͑̅̔ͩͩ̀͢͝͝͏̼̯̳̻̝̼̖̭̕.̸̵̸ͨͩ̋̍͂̒̇̔̀҉͕̜̘̖̙̻̞͉̀̀͘.̵̨̀ͪ̃ͨ̄̎̽̚͞͞͝͞͡҉̣̟̪̝̹̫̖̜.̛̿̅ͧ͋͂̈́̀̀͟͠҉̡͎̙̙̮͚̬̼͢͞ͅ.̡̈ͬ͗̔̐ͬ̑ͯ͏̷̷̢̛͙͕̞͖̼̣͔̻͢͢.̴̶̸̺͙̼̞̻̘̻̑͂̆͊̔ͤ̂̇̀́͠͡͝ͅ.̇ͣͦ͆̿ͭ͛̒҉̵̸̛̦̝̗̼̲̘͔̲́̀͢͡.͋͊ͧͣ̉̈́́̇͏̶̕̕͠͠҉̲̯͎̝̟̫̖̙͞.̵̴̡͌̊ͭ̈̽ͭ̾̀̀̚͡͏̛̣̖͙̩̲̪͚͚.̴̵̧̢̨̼̲̺̲͔̦̱̼̃̓̑̊̊ͧ́ͣ́͠͡.ͬ̓̀ͨ̇̃̌̐͏̨̢̨̧̗̳̳̲̹̤̱́͘͢ͅ.̷̡̧͉͍͍͕̱͚͎̪̊̌̐̇͆ͧ́̂̕͘͘͠͝.̧̛̛̱͉̣̭͚̪̟͎͋͒̆̒̅̆̄̂͘͞͝͠͡.̴̧̡̛̳̞̟̜͔͎̝͕̿ͥ́̉̀ͫ͊̈́̀͟͟͜.̵̛̛͇͚̝̤̳͕͎͕̓̑̀͂̈́̒́͌̀͘͢͟͢.̸̸̶̴̧͙̰̣̻̥̙͉̖̓͒̎̿͊̇̍̀́͘͠.̵̷̴̷̵̴̛̹͖̮̼͇̲̹̩̇̐̍̇͊͆̏͌͝.̶̵̷̴̓͋̃̀͌̊ͨ̚͜͡͡҉̦̗̘̼̬̼̘͓.̵̅̄͛̓ͣ̑͆̒͏͏̯̘͇̖̞̹͙͈̀̀͘͢͝.̷̧̙͍͈͉͚̲̹̟́ͥ̄͊͑̃̇͆́̕̕͟͟͡.̈́̅̄ͬ͗̑̚̚͞͏҉͏͏̴̧̗̬̟̖̘̘̹̼͢.̶̡̨̢̨̛͎͈̙̦͓͓̟̺̒ͩ̏͂̉ͯ͗ͪ͡͝.̷̶̵̛͑͆ͧ́ͬͪ̏ͪ͞҉̧̯̦̖͍͕͕̰̦͡.͑̆ͧ̒͌ͨ̽̌͢͠҉̨͏̷̵̵͖̼̦̙͔͍̯̼.̾͑́ͩ̇̀ͯ̚͏̸͡͠҉̴̧̼̙̣̫̯̳͇͠ͅ.̶̴̷͗̅̒ͬ͑̒ͦ̀̚͟͝͏͚̩͔͉͖͓̱̖͝.̈̃͂ͩ̾̆̌̓͟͢҉҉̢̼͖̳̱̲̝̰̼́͠͠.̴̵͒̾̿ͯ̀͂ͤ̅͟͠͠҉͘͏̝͕̟̩̠̘̱̲.̡͐̓ͨ͒̾̅ͤ̈́͘͜͜͡͝҉҉̞̲̘̲̣̹̱̼.̨̧͈̗̻̥̰̦̞͎ͮ̎̊ͯ̑̏̂ͥ̀͘̕͞͠͝.̧ͦͣͯ͌ͧͥ̓̒͘͟҉̡͟҉̸̩̺̞̰̯̳͇̯.̷̵̵̸͚̬͎͎̗͕̗̳̊̈ͣ̽̔̂ͥ̅́͡͞͝.̷̡̢̉ͭ̈͊̑̃ͥͨ͢͟͞͏̟̙͎̜̯͚̠͉͟.̶̵̵̢͈̱̭̥̺̘̭̲͒̓͗̆ͮ̈͐̈́́͘͘͝.̷̸̵̡̜͕̖͍̰̱͔͓̾͗̄̂̐̑̓̊̀́́͘.̌͗̽̋͂́̂ͩ͟͜҉̀́͞҉̸̪̙͖͇̬̜̗̬.̶̡̡̧̯͉̟̪̜̫͔̜̔ͯ͊ͥ̇̇ͤ͒̕͡͠͝.̨͌̽̌̇ͨ̉̀̒҉̴͘͟͜҉̷͚̻̹̻͖͇̭ͅ.̵̸̧̛ͣ̆̑̄ͦ̅̚̚̕͠͝҉͍̭̳̺̰̟̰̥.̷̸̨̡̓ͦ͑ͭ́͌ͧ̄͏̧̢̜̱̺̹͚̠̝̥͠.̸̷̡̛͖͚̺͔͉̰͖̮̓̉́̉̇ͭͨ͆̀̀͟͞.̉͂̅ͯͥ͌͐̚҉͠҉̸͜͏̷̛̪̲̻͖̣͓͈͖.̉͑ͩ̓ͤ̒ͣ̎҉̴̡̨̡̫̠̘̤̻̙̯͓͟͠͠.̶̧̧͎̼͖̫̘̝̳̿̈̓̃̑ͧ͒͒́̕̕͠͠ͅ.͒̿ͦ͒͊̉̐̄͠͠҉̶́͟͡͏͚̟͔̹̮̠̪͙.̴̷̛̛̇̓ͪ̑͛̄̐ͥ̕͠͠҉̣͚̦̤̬͓̜̹.̴̧̧̡̨̢̛̦̞̫̰̺̘͈ͪͮͫ̾ͯ̃̑̌̀ͅ.̡̡̛̗̩̫̖̬̥̺͕̈́ͥ͑͑̔ͧͯͭ̀̀̀͘͠.͆̍̉̓̈́͌̂ͦ҉̵̡͢͞͞҉͏͚̙̳̼̟̗͉̱.̵̡̧̗͎̠̼͚̯̘̣̈ͬͬ̓ͪ̔ͭ̔́͘͜͠͠.̸̴̴̶̧̧̧̛͍̮̻̲͈̗̼̟͛ͨ̃͋͆ͤ͆͊.̴̶̢̛͌ͬ̇͋͌̈́͑͋͢͠͠͏̥̤̜̺̲̬̞̝.̧̡ͩ̒̾ͨͩ́̋̋͘͟͡͠͠҉̗͙͉̬̳͔̙͍.̶̸̛̓̆͒ͬͯ͗̍̊͜͜͞͏̴̙̫̲̬͖̜̞ͅ.͊͗ͯ͛ͥ̒̎ͦ́҉̢̢̞̭̞̯͔͇̳̠͜͡͡͡.̛̛̖͕̖̮͖̙̥̦ͮ̇̎͋ͦͨ͒͒̀̀͘͟͝͡.̶̴̸̨̡̲̗̱͈̪̤̟̰ͦ̿ͮ͋ͫͧ̓͑͢͜͝.̇ͤͣ͌̿̎ͨ̚͏̢͍̩̞̜͔͙͙́́̕͜͝͡ͅ.̵̵̧̣͙̩̥̺̜͔̲ͭͮͩͥ̀̉̄͛͘͟͢͜͢.̡̐ͦͯ͛ͦ̅̄ͨ̀͞͡͠͠҉̡̤͈͕̭̻̼͎̞.̸̸̷̛̃̈̔̋̃̋̔̀̚͜͏̯̟̯̦̦̗̻̀ͅ.̴̡̛̗͍̙̤̮̱̣͎̈̄ͭ̾ͤͩ̆͂̀́͜͢͝.̓́̒́͊ͨ̐̀͞͏̡̲͈̰̻͓̘͔̣͜͜͝͝͡.̧̧ͪ͗̊̅̐̃̿ͪ͠͏҉͠҉̞̺̬̱͙̺̰̀ͅ.̴̅̒ͨͭ̽͑́͆͏̶̡̞̻̲̱̻͙̥͉́͘͢͠.̵̨̨̢͍̰̳̞̝̖̤̜ͤ͗̓̋ͪ͒͌́̀̕̕͢.̶̢̧̜̝̠̰͈̤͖̣ͫ̿̂͋̓͋̊͊͢͜͠͡͠.̵̸̵̊ͨ̈̈́ͪͦ̉̋͟͏̵̗̗̠̬̩͇̗͍͠͡.̴̡̧̬̪̺͎̱̤͖͉̋ͬͧͯ͊ͪ̓ͤ̀̕͞͞͠.̶̡̢̾͊̌́̓ͯ̅̊͢͏҉͏̛̙̠̝͎̯̝̬̣.̨̡͒ͮͯͮ̔̄̍̚͘҉͇̲̪̩̹̺̥́́̕͝ͅ.̂̌̂ͣ͑̓ͩ̐҉̸̢̛́͝͏͎͇̫͎̩̯̱̟́.̸̋ͪͧ̌̽ͩ͊͗҉̴̨̝̣̱̭͓̞͕̬͘͜͝͡.̵̭̯̰̰̳̖̦͍̊̽ͧ̔̓̅̑̀̚͘̕͟͢͜͝.̵̷̧̼̰͎̖̣̥̭̇ͣ̀̍̈̔͊̈́̕͟͢͝͞ͅ.̧̧͊ͣͪ̈̃͗̿̀̚̕͘͢͏̸̥̺̠̳͙̟͓͕.̢̒̊̂ͣ̆͆ͨͩ͘͏̶́͟͠͏̜͖̝̥̹̻͓̭.̢̧̙̺͎̫̟̳̤̞̍̋͆͗̍͊̈́ͬ͘͢͢͝͠͞.̷̃͂̂̑̈́̃̉ͣ͏̸̵̸̕͟͏̖̳̖̬̟̪̰̝.̡̡͌̿͆ͥ̃͂̊̑̀͝҉̕҉̡͔͎̜̯̟͍͕ͅ.̢̎͐͛͐̓̆̓͛͏̨̀̕҉̸̬̰̝̙̖͓̗̤̀.̅͌̐̿̑ͮ̃͗͏̴̨̕͝͡͝͏̰̗͖̲̯͈̙͇.̸̢̢̧̣̲̣͈͙̩͙͇͋̈̾́ͥ̎̌ͪ̕͡͝͠.̴̡̢̦̤̳̯̦̻͕͙ͬͯ̃̉̽̉ͫ͛̀́͘͝͡.̶̴̵͗ͨ̋͒ͭ͐́́̚̕̕҉̨͈̫͔̬̫̩̻̟.̷̶̴̴̨̳̻̫̱̪͇̥͖̌ͥ͊̏̊̂ͣ̌́͠͞.̨̧̛̛͎̤̬̩̟͙͇ͧ͊̎ͩͦ̎̅̒́͜͟͞ͅ.̶̴͔̰̗̼̮͎̯ͨ̾͛̈ͫ̽̽̅́́͘͟͢͞ͅ.̶̂̑ͨ͋̂̊͒̀̕҉͜͝͏̮͚̳̟̦̠̼̼̕̕.̸̵̷̡͐ͦ̔̍̂́ͬ͊͝͏̱͚͔͓͎̼̖̝̀̀.̵ͩ̋͋ͭ̆ͫ̾ͥ͏҉̶̡̛̣̳̪͔̤͇̝́͘ͅ.̸̧̧̄̃̾ͩ̔͆̽̄͏̸̶̨͉̣̮̯͈͈̯̕ͅ.̵̷̡̛͇̪̼̜̦̫̭̫̍̓̎ͪͨ͐ͩ̉̀̀͡͝.́͂͊̑ͮ͆̈́̽҉̷̴̵̡̗̯͓̙͔̞̮͔̕͢͜.̐̎ͩ̇̽͋̆ͩ͝҉̸̛̺͖̤̳̟̹̪͖̕͢͡͡.̡̆ͫ̅̃͂̍̾̚͜͡͏̵̴̝̟͖͕̩̳̰͙͞͡.̴̶̢͙̭̞͙͇̘̈̅ͬͬ̍͊̈ͧ́͘͡͠͝ͅͅ.̴̶̸̴̢̧̛͔͉̮̦̪̗̜͚͑̾ͪ̃́̈ͤ͐͝.̷̨ͨ̓ͧ̄͌͗ͧ͋́͘͜͏̵̤̲̯̖̼̟͙͕͢.̸̢̧̢͎͍͓̠͔̜̥̣͐̐ͥ͑ͬͯ̆ͫ̀͝͝͡.̒̇̇̉ͥ̈̏ͨ͏̢̡̛͎̖̪͔̙͈͔͕͘͟͠͠.̷̶̸̵̧ͨ̂͒̓ͭ̉ͧ̄͠͏̻̩͙͕̜̻̱̠͜.̐͑̋ͦͭͪ̚̚҉̨̝͎̦͈̹̣̻̙̀͘͟͟͠͝.̧̨͆̈̋ͬ̐̆̀̚҉̨͞͏̸̴̰̠̹̯̰̮̠̠.̶̡̨̨̬̼̬̪̗͚̮͖̽ͫ͂͋̎̿̾̚̕̕͠͝.̸̶ͥ͗̇ͮ̑̒̂̊͏҉͘̕͏̢͇͚͖͚͙̺͚ͅ.̴̸̡̢̛̛͍̖̳̻̫̻͕ͥ̿̍̒ͧͥ̃ͪ͢͟ͅ.̶̢̢ͤ̇̍̔͌ͦ̓̃́͜҉͏̠̤̘̤͙̤̤̜͜.̴̶̡͍͚͍̫̪̳̥͈͒ͪ́̈ͦͦͥ͑͟͢͠͞͞.̷̧̡̢̡͙̣͙̱̘̰̳̤̑̑ͥ̔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Meus olhos se abriram lentamente, desprendendo-se do véu do sono, enquanto a luz pálida da lua filtrava-se pelas frestas da janela de minha modesta sala de trabalho. A tranquilidade que antes repousava em mim dissipou-se rapidamente, dando lugar a um sutil desespero ao perceber o horário exibido na tela do celular: uma da manhã, praticamente. Droga! Eu tinha caído no sono de novo. Já é a terceira vez, caralho! Que merda! Eu preciso parar de virar a noite, isso tá me destruindo aos poucos. Com um suspiro resignado, decidi que era hora de ir para casa. Recolhi minhas coisas e, quase pronta para partir, dirigi-me ao chaveiro onde sempre deixava as chaves de minha sala e, por consequência, de minha residência.

Toc!

Minha mão, que já se aproximava das chaves, estancou bruscamente ao som de um leve e estranho ruído vindo da janela. Fixei o olhar na direção de onde o som parecia ter se originado e permaneci imóvel por longos minutos, hipnotizada pelo movimento das árvores que se curvavam sob o açoite do vento. Retomando a lucidez, fiz uma rápida varredura pela sala, procurando identificar a origem do ruído suspeito. Suspirei profundamente ao concluir que minha mente exausta provavelmente pregava peças em mim. Com um aceno de descrença, apanhei finalmente as chaves, tranquei a porta e comecei a caminhar em direção às escadas que conduziriam à saída do prédio.

Foi um dia interminável, porra. Por que justo eu que tinha que fazer as pesquisas e ainda ficar olhando pra ver se algum filho da puta invadia o prédio? Que ironia... sequer me designaram um parceiro para dividir a carga. Em minha mente, já formulava uma reclamação a ser feita ao chefe no dia seguinte.

Desço as escadas, permitindo que meus pensamentos se dispersem, viajando por uma série de reflexões superficiais e aleatórias. O que será que eu vou fazer quando chegar em casa? Talvez ver uns vídeos, arrumar aquele quarto que parece um lixão, ou... Ah, responder a Ashley, né? Ela já me mandou mensagem desde as 6 da manhã, que saco, parece que a mulher nunca sabe quando dar o famoso "deixa pra lá". E sim, eu sei, tô repetindo o óbvio, mas não tem como não falar.

Abro os olhos momentaneamente, interrompendo minha marcha. Eu ainda tô descendo as escadas? Como assim? O que está acontecendo?!

Meu semblante, antes tranquilo, começa a se desintegrar, dando lugar a um misto de perplexidade e confusão... Oooook? Isso é.. estranho?

A sensação de desconforto começa a crescer, gerando uma inquietação que aos poucos toma conta de todo o meu ser. Os minutos parecem se arrastar, talvez até horas, e o cansaço e o medo começam a se entrelaçar. Após o que parece uma eternidade, finalmente algo diferente chama minha atenção. Uma… escadaria infinita? Não, seria absurdo demais. Eu não chegaria a tal ponto de desespero… ou será que sim? De qualquer forma, encontro portas, alternando entre a esquerda e a direita. Devo entrar em alguma delas?

Resolvi escolher uma das portas da parte direita da parede.. Estranho. Essa porta me atiça muitos sentimentos.

Medo.

Perigo.

Pânico.

Frio.

Curiosidade.

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Deixei-me conduzir por meus sentimentos, e foi a curiosidade que, de fato, me guiou. Coloquei minha mão, antes trêmula, na maçaneta e, com um suspiro suave, atravessei a porta. Por que me sinto tão calma? Eu deveria estar aterrorizada, deveria estar tomada pelo pânico, deveria estar correndo… Por que não experimento nada disso? Não tenho uma explicação, apenas sei que atravessei o limiar. E então, tudo se revelou diante de mim.

Vi cenas indescritíveis, que variavam das mais suaves às mais intensas. Testemunhei a brutalidade humana em sua forma mais pura, sem remorso, sem vestígios de humanidade, sem qualquer consideração.

O que exatamente eu havia adentrado? Que portal eu havia aberto? Seria isso uma Caixa de Pandora? Não sei. O que sei é que, por razões que me escapam, permaneci imóvel, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Já não respondia a nada.

O que este lugar fez comigo? Como posso observar tanto sofrimento humano nas formas mais atrozes e não ser tocada por ele? Como posso ver os gritos de socorro e… E… Ah, eu realmente não sei, sinceramente não sei.

Já ouviu o clássico "A curiosidade matou o gato"? Bem irônico, não acha? A curiosidade me matou, e agora estou tendo que arcar com isso.

Eles estão se aproximando agora.



























































































Meus olhos se abriram lentamente, desprendendo-se do véu do sono, enquanto a luz pálida da lua filtrava-se pelas frestas da janela de minha modesta sala de trabalho. A tranquilidade que antes repousava em mim dissipou-se rapidamente, dando lugar a um sutil desespero ao perceber o horário exibido na tela do celular: uma da manhã, praticamente. Droga! Eu tinha caído no sono de novo. Já é a terceira vez, caralho! Que merda! Eu preciso parar de virar a noite, isso tá me destruindo aos poucos. Com um suspiro resignado, decidi que era hora de ir para casa. Recolhi minhas coisas e, quase pronta para partir, dirigi-me ao chaveiro onde sempre deixava as chaves de minha sala e, por consequência, de minha residência.

Deixei minha sala, trancando-a com cuidado, e então me dirigi em direção às escadas. O que parecia ser uma descida interminável, que se arrastava por longos 10 ou 20 minutos, finalmente chegou ao seu término. Cheguei ao pé das escadas e segui em direção à porta de saída do edifício. Algo parecia estranho. Desde quando essa escada é tão longa? E qual é o motivo dessa mudança?

Bom, isso eu deixo pra investigar depois. Agora, preciso ir pra casa, tô exausta, minha cama tá praticamente me chamando. Sai do prédio e tranquei a porta, finalmente fora dessa prisão de merda. A brisa fresca, que fazia as árvores saírem de sua inércia, batia contra o meu corpo. Era uma sensação relaxante, incrivelmente reconfortante. Dei um suspiro profundo, um desabafo genuíno da minha alma.

Hmm.. O que é isso?

"AUDIO666777888"

Era um reprodutor de áudio portátil, claramente deixado ali de propósito para o primeiro otário que o encontrasse e o tocasse. E, aparentemente, a escolhida fui eu. Que maravilha. Deve ser só mais um desses trotes idiotas dos imbecis que trabalham com a gente. Sério, como o chefe ainda não demitiu essa turma toda? Ele deve achar a maior graça nisso também, né?

Abaixei-me e peguei o reprodutor de áudio calmamente. O aparelho parecia bem antigo, com um ar tão ultrapassado que parecia que um dinossauro tivesse deixado essa "surpresa" pra mim. O cara claramente parou no tempo. Procurei o maldito botão de "Play" e, ao encontrá-lo, comecei a tocar o áudio misterioso que estava ali dentro.


AUDIO666777888 - 24/0█/████ (Quarta) 00:34:59

De Roman Smith Johnson

Para Miska


TRANSCRIÇÃO DE ÁUDIO

"[Sincronização de Áudio] Uhhh... Olá, não sei quem está ouvindo isso mas... Ehhh, seja lá quem encontrou isso, eu estou morto, é, eu estou morto. Eu poderia ter aguentado muito mais do que eu realmente queria, mas sinto que não dá mais.. Mas eu sinto que de alguma forma eu precise explicar um pouco melhor que caralhos está acontecendo ou o por que dessa gravação tão repentina que você aí, senhor sortudo, acabou encontrando na sua saída do trabalho... Ou devo dizer azarado? Bem, meu nome é Roman Smith Johnson, e eu costumava ser o dono dessa maldita empresa que você e esses outros fodidos trabalham. Lembra quando eu disse que eu deveria explicar melhor o que estava acontecendo? Prepara-se para ficar desapontado, pois eu também não sei, eu não sei, caralho, eu juro que não sei... No início, tudo era mágico e belo, e agora do nada se tornou uma perdição interminável de dor, a cada dia que passa, sinto que ele está me perseguindo, que ele está me observando, que ele está apenas esperando o momento certo para contra-atacar... Ele está me seguindo, e provavelmente seguirá quem souber dele e garantirá que não irá parar até que a história da pessoa tenha um ponto final.. Porém, não para mim, eu irei acabar com isso por mim mesmo, chega de noites de sono mal dormidas, chega de se esconder da sociedade a fora por medo, ele não tem rosto, não tem rosto, não tem rosto, não tem rosto. [Desliga]"


Era o meu chefe?? Ele estava morto?? Que merda era essa? Quem diabos era "Ele"? O que essa porra toda é?

Minha visão fixou-se, paralisada, em um homem. Ele havia pisado deliberadamente em um galho, como um sinal deliberado e direcionado a mim. Ele estava imóvel, completamente estático, quase como um objeto inanimado.

...Ele não tinha rosto.


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